Tudo, tudo...
Nada se reconhece ou
Se faz reconhecer ou
É demais e é tudo
E cansa porque é tudo e nunca se recorta.
Estas vias que aqui se cruzam
- e que se cruzam também em outros pontos -
Nem linhas têm.
Tudo o que há é um emaranhado de fios fragmentados disformes de cores-sem-fim
E há isto e aquilo e há tudo.
E assim se fazem estas vias.
Estão todas as coisas em mim.
E nada fica.
Os olhos espiam o farol que espia o mar que me espia e me devora porque é pleno e imenso
E azul
E assim é.
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