quarta-feira, 25 de junho de 2014

Da pluralidade

Todas as palavras ditas e todas as coisas feitas e todos os ruídos e todo o silêncio e todo o excesso e toda a falta
Tudo, tudo...
Nada se reconhece ou
Se faz reconhecer ou
É demais e é tudo
E cansa porque é tudo e nunca se recorta.

Estas vias que aqui se cruzam
- e que se cruzam também em outros pontos -
Nem linhas têm.
Tudo o que há é um emaranhado de fios fragmentados disformes de cores-sem-fim
E há isto e aquilo e há tudo.
E assim se fazem estas vias.

Estão todas as coisas em mim.
E nada fica.

Os olhos espiam o farol que espia o mar que me espia e me devora porque é pleno e imenso
E azul
E assim é.


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