A carne é a busca,
o sangue, que jorre..
Em nossas caras, em nosso espaço,
que jorre e umedeça essa vida seca e indiferente.
Vermelho das maçãs enrubescidas, tão precioso é o sangue,
que dá e leva a vida.
Que nutre, que encanta.
Mas, devo dizer, não é melhor que a carne:
Essa sim vale a pena.
Passamos a vida atrás dela.
domingo, 16 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Pouco sou
Sou uma imagem - muito mal feita - de mim mesmo.
Nos últimos (tempos) tenho me encontrado, perdido e vago,
e fui e voltei dando voltas infinitas;
Em meu coração,
Nada encontrei.
As vezes me pego na dúvida,
se sou uma mentira ou não.
Pois na escuridão de meu quarto sou nada além de mim,
mas nas ruas sou camaleão.
Respondo as mensagens, mando sinal de paz
Visto a bandeira branca, digo que sou capaz.
Quem sou eu?
Sou alguém tentando conciliar alma e carne.
Sou alguém?
Apenas estou.
Nos últimos (tempos) tenho me encontrado, perdido e vago,
e fui e voltei dando voltas infinitas;
Em meu coração,
Nada encontrei.
As vezes me pego na dúvida,
se sou uma mentira ou não.
Pois na escuridão de meu quarto sou nada além de mim,
mas nas ruas sou camaleão.
Respondo as mensagens, mando sinal de paz
Visto a bandeira branca, digo que sou capaz.
Quem sou eu?
Sou alguém tentando conciliar alma e carne.
Sou alguém?
Apenas estou.
Destino capenga
Palavras - no começo - fluem das bocas secas,
molhando e fecundando a terra.
Tão belas são elas - intermináveis e espertas:
espertíssimas, pois são!
Há quem diga que são felizes também.
(não encontraram ainda os bofes do ouvinte)
~
E a vida vai velejando pelos mares do Atlântico - junto da morte
Com seu barco simples e eficaz,
com suas velas multicoloridas e vorazes..
à espera da chegada.
-Fiquem tranquilos, marujos, tudo ocorreu nos planejado - disse o Destino capenga.
E diz o tripulante bêbedo de maresia:
-É não é que oscorreu mesmo? A dona Palavra e o Sr. Palavrão se ajuntaro no passar da noite
(posso ouvir as canções de ninar embalando a manhã)
~
Tristes são as palavras balbuciadas indiferentemente pelas bocas desonestas,
tristes são as palavras que eram unidas e agora são
E da junção dos semelhantes fez-se palavrinhas
Chulas e perversas - devo dizer.
E do amor inconfundível fez-se o ódio irreparável
Trêmulas pa pa pa lavras expelidas das bocas ignorantes
embebidas no licor amargo da vida.
molhando e fecundando a terra.
Tão belas são elas - intermináveis e espertas:
espertíssimas, pois são!
Há quem diga que são felizes também.
(não encontraram ainda os bofes do ouvinte)
~
E a vida vai velejando pelos mares do Atlântico - junto da morte
Com seu barco simples e eficaz,
com suas velas multicoloridas e vorazes..
à espera da chegada.
-Fiquem tranquilos, marujos, tudo ocorreu nos planejado - disse o Destino capenga.
E diz o tripulante bêbedo de maresia:
-É não é que oscorreu mesmo? A dona Palavra e o Sr. Palavrão se ajuntaro no passar da noite
(posso ouvir as canções de ninar embalando a manhã)
~
Tristes são as palavras balbuciadas indiferentemente pelas bocas desonestas,
tristes são as palavras que eram unidas e agora são
E da junção dos semelhantes fez-se palavrinhas
Chulas e perversas - devo dizer.
E do amor inconfundível fez-se o ódio irreparável
Trêmulas pa pa pa lavras expelidas das bocas ignorantes
embebidas no licor amargo da vida.
Covarde é meu nome
Tô cansada desse papo tão fadado ao moralismo,
Tô morrendo devagar nas carícias do Calixto.
Pois vou te contar um absurdo, meu amigo: sou cisto.
Cisto tumoroso e maldito.
Não, não quero ouvir do amor, quando miseráveis morrem nas mãos dos loucos,
Muito menos de danças aprumadas e fantásticas (os sinceros são poucos).
Recomendo que cante-me as dores vitalícias,
e que com as mãos descubra todas as minhas malícias.
Só tenho um pedido:
-Dê-me anthracis!
E exclamas:
-Mas oh.. não serias capaz!
(não mesmo)
Pois te digo, sou monstro, sou figura mordaz,
com tuas tripas faço colar...
de madrepérolas.
Tô morrendo devagar nas carícias do Calixto.
Pois vou te contar um absurdo, meu amigo: sou cisto.
Cisto tumoroso e maldito.
Não, não quero ouvir do amor, quando miseráveis morrem nas mãos dos loucos,
Muito menos de danças aprumadas e fantásticas (os sinceros são poucos).
Recomendo que cante-me as dores vitalícias,
e que com as mãos descubra todas as minhas malícias.
Só tenho um pedido:
-Dê-me anthracis!
E exclamas:
-Mas oh.. não serias capaz!
(não mesmo)
Pois te digo, sou monstro, sou figura mordaz,
com tuas tripas faço colar...
de madrepérolas.
sábado, 1 de outubro de 2011
Mas que linda menina!
Tão linda, tão fina, tão fôrma!
Lhe cai bem um casamento:
Pegue o vestido, os brincos; ou então, por que não um convento?
Aperte-lhe o espartilho!
-Avante, avante, sujeito purgante!
Menina, ande no trilho!
-Nas chamas do inferno quero que cante!
A vida combina contigo, menina, menina
Trapo bandido, que o bode te acolha
Que Deus lhe abençoe, menina, menina
Da tua vida, não tens outra escolha.
Tão linda, tão fina, tão fôrma!
Lhe cai bem um casamento:
Pegue o vestido, os brincos; ou então, por que não um convento?
Aperte-lhe o espartilho!
-Avante, avante, sujeito purgante!
Menina, ande no trilho!
-Nas chamas do inferno quero que cante!
A vida combina contigo, menina, menina
Trapo bandido, que o bode te acolha
Que Deus lhe abençoe, menina, menina
Da tua vida, não tens outra escolha.
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