segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Da ave que circunda os edifícios

Voa o pássaro por entre os edifícios desta cidade
A eternidade circunscrita nas asas e
a paisagem envilecida.
Esquecimento das coisas que certo dia foram e a exaltação do novo.

Voamos nós,
mar atado e mar azul de espuma.
Eu pássaro
Exaustos do imenso véu cinza que turva a visão.
Voos longos, rasteiros e fugitivos
Procura do etéreo.

Conversamos eu e ele
no compartilhar do amargo sentir da vivência entrelaçada
na toda tristeza que carrega o olhar vaguejante e solitário
de nós dois.

As asas a mim parecem faltosas
Mas vem a brisa e num sopro me diz, assim manso
Das coisas das asas e da existência delas
Do desprendimento que há delas do toque,
- do desejo manifestado do livre viver -
adornos mentais.
Voa.