Não ao meu redor. Mas dentro de mim, é inverno.
E por isso, vou dormir. Num sono profundo, decadente, insolúvel.
E não quero que me acordem: quero estar próxima ao óbito. Quero partilhar meu espírito com as profundezas.
Quero cair num terreno ermo e seco, quero permanecer no vago.
Um dia, quem sabe, volte. E será primavera novamente.
Descreveu o que eu sinto no vazio de muitas noites. O que nos segura é a esperança de outra vez poder ver a primavera.
ResponderExcluirNão desista, adorei o que li.
Nem sempre há esperança. Nem sempre há primavera. A incerteza da vinda da primavera é sempre a espera mais fustigante. E, aos poucos, a escuridão do inverno acaba cobrindo qualquer clarão que se se mostra ali, ao longe.
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