Somos dois desconhecidos, procurando algum sentido no encontro. Trocamos algumas palavras, comentamos sobre trivialidades e evitamos o contato visual. As mãos estão frias, mas desejam o toque dentro do silêncio. A ponte que vai de mim a ti é fraca, apesar de suportar algumas viagens iniciais - das quais não ouso inaugurar. Quando observo, tudo parece muito claro: somente o que nos separa é aquilo que foi perdido no passado. Fui deixada por ti, e tudo agora é tão novo que sempre sou pega em sobressalto.
Quando me ensinará a dominá-la novamente, Saudade? Quando me mostrará novamente o caminho longe de terreno minado?
Quero ser sentimento e poder. Poder controlar-me a não me perder (Nele).
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