No começo, não faz sentido. Nem deve. É só explosão.
Passa o tempo, passam as pessoas, passam as brincadeiras, passam os primeiros-amores (são tantos), passa a alegria de ver a lama empoçada e fazer dela momento de alegria. A verdadeira vida, crua e vivaz, passa.
SURGE EU.
Surgem outras vidas, complementares ou não. Surgem novas sacadas para novos problemas - e ah, estes, estes sim surgem com frequência. Somos grandes problemas procurando outros ainda maiores.
Surge o trânsito-amor-estresse-estareiaílogologo. Surge sempre, indo contra o nosso instinto reclamão.
E vai a vida, com seus propósitos despropositais. Muda. Emudece. Agradece a mudança, prossegue, ama de novo.
E cai.
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