como o solo rachado do sertão;
A mente, artificial e programada
bem como o que chamam de lar - disfarçado porão.
Chamam também de cidade,
de terra de igualdade, de bar do Bolão
Chamo de espelunca, de cortiço,
de felicidade fingida
Paraíso da decepção.
Enjaulamos espécies, pensando que estamos no lucro
Que é a vida, não é mesmo, se não um CD fajuto?
De faixas riscadas e sons desconexos
Um albúm cheio de complexos
Pouco complexo.
Continuo procurando pela beleza (eles dizem)
Quem sabe eu a encontre no concreto em brasa,
nos rebolados dos paus-de-arara urbanos,
ou nos arranha-céus prateados acizentados.
Quem sabe?
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