quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Pressa

Seis horas da tarde, correm eles pela avenida
dizem-me: os braços se encostam,
os dedos voam,
os cabelos abraçam a brisa macia.
Rostos que adornam o cinza
dizem-me até: há alguma ternura,
algum carinho,
alguma palavra entreaberta.
Despetaladas voam as flores pelo asfalto
dizem-me mais: há riso.
as bocas horizontalizadas beijam a mesma brisa
que os cabelos outrora abraçaram!

há um tanto
um punhado
de algo no ar
que não polui
nem perverte.

há um tanto
Seis horas da tarde, correm eles pela avenida
de algo no ar.
Param os relógios
Seis horas da tarde.



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