quarta-feira, 28 de março de 2012

Caduca

(e)S(t)ou, pois, senão, um conjunto de regras ambulante. Triste foi o momento em que deflagrei tal fato. Num instante peguei-me a professar uma frase (ou será sentença?) daquelas que sentam em cadeiras e esperam a vida passar. "Sabe qual é o problema? Quarta-feira não é dia 'disso'. Deveria estar em casa." Estado de alerta soou em minha mente. "Que papo é este?" Sei não. Sei sim! Quem disse que segunda é dia de tristeza e sexta dia de festa? Cadê aquele tal livre arbítrio que foge pra onde quer, sem deixar cartas nem bilhetes, que volta em sorrisos de madrugada?
Em que momento roubaram a beleza do levar-se? Cadê minha criança perdida em pensamentos desconexos?
Roubaram, e é de meu direito tentar resgatar meu tesouro perdido. No entanto, hoje é quarta! Não posso alongar-me. Afinal, hoje é quarta? E livros e recolhimento me esperam. Hoje é quarta, mas só deveria ser dia.

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