Tô morrendo devagar nas carícias do Calixto.
Pois vou te contar um absurdo, meu amigo: sou cisto.
Cisto tumoroso e maldito.
Não, não quero ouvir do amor, quando miseráveis morrem nas mãos dos loucos,
Muito menos de danças aprumadas e fantásticas (os sinceros são poucos).
Recomendo que cante-me as dores vitalícias,
e que com as mãos descubra todas as minhas malícias.
Só tenho um pedido:
-Dê-me anthracis!
E exclamas:
-Mas oh.. não serias capaz!
(não mesmo)
Pois te digo, sou monstro, sou figura mordaz,
com tuas tripas faço colar...
de madrepérolas.
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